Cirurgia do cancro
Em que consiste a cirurgia do cancro?
A cirurgia do cancro (oncológica) é o único tratamento curativo dos tumores sólidos. A remoção completa do cancro é, especialmente nos tumores iniciais, o tratamento que permite curar a doença.
Nos estádios mais avançados, a cirurgia alia-se a outros tratamentos complementares como quimioterapia, radioterapia ou hormonoterapia para controlar a doença e evitar o seu reaparecimento.
Nos casos em que não é possível remover completamente a doença, a cirurgia pode também ter um caráter paliativo (não curativo), aumentando a sobrevida do doente e a sua qualidade de vida (controlando alguns sintomas, como a dor ou a oclusão intestinal).
Quais as principais diferenças entre a cirurgia oncológica e a cirurgia não oncológica?
A principal diferença centra-se no facto de a cirurgia oncológica ser, geralmente, mais radical. Ou seja, além da remoção do tumor, sempre que possível, deve ser removido uma margem de segurança de tecido são (saudável), bem como os gânglios linfáticos à volta do tumor.
Quais são os riscos da cirurgia?
A cirurgia do cancro tem de base os mesmos riscos da cirurgia não oncológica: perda de sangue, infecções, dificuldade de cicatrização. Esses riscos serão tanto maiores quanto maior for a fragilidade do doente, quer pela sua idade, quer pelas doenças associadas (diabetes, doenças cardíacas, tabagismo, consumo de álcool).
A cirurgia oncológica, por ser mais agressiva, pode muitas vezes estar associada a alterações da imagem corporal (nomeadamente na cirurgia da mama ou na cirurgia intestinal com necessidade de criação de estomas). Os avanços da cirurgia oncológica têm permitido diminuir cada vez mais o seu impacto na vida dos doentes.
Quando devo procurar um cirurgião?
Após uma cirurgia do cancro deve procurar um profissional de saúde (cirurgião) no caso de apresentar:
- alterações do padrão intestinal (obstipação, vómitos)
- perdas não explicadas de sangue (nas fezes, na expetoração, na urina)
- perda de peso não intencional e sem explicação
- feridas que não cicatrizam
- aparecimento de nódulos ou inchaço (tumefações)
Fonte: Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO)