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Doenças do coração

Paragem cardiorrespiratória

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( Atualizado a 25/11/2022 )
5 minutos de leitura
NOTA

Em março de 2020, data de atualização das recomendações no contexto da pandemia COVID-19, identificou-se o elevado risco de transmissão do vírus SARS-CoV-2. Assim, obrigou a reforçar todas as prioridades em medidas de segurança com o cidadão enquanto reanimador, todos os que rodeiam e com a própria vítima, partindo sempre do mais rigoroso princípio de evitar a propagação do vírus entre todas as partes.

Todos os conteúdos aqui publicados dizem respeito à atuação do cidadão (leigo). Estas recomendações não incidem sobre o que profissionais de saúde devem fazer numa situação semelhante, uma vez que as indicações são necessariamente diferentes.

Reforçamos que esta informação se destina ao público em geral, sem acesso a  equipamento de proteção e que se deve cuidar e proteger antes de iniciar as medidas, que o exponham a qualquer tipo de risco.

 

Esta informação encontra-se em atualização.

O que é uma paragem cardiorrespiratória?

A paragem cardiorrespiratória (PCR) é um acontecimento repentino e consiste na interrupção ou falência súbita das funções cardíaca e respiratória. Em consequência a pessoa:

  • fica inconsciente
  • não responde
  • não respira ou não respira normalmente

Quais são as causas de uma paragem cardiorrespiratória?

As causas de uma paragem cardiorrespiratória podem ser diversas, mas as mais frequentes relacionam-se com o coração, por exemplo:

Mas existem outras:

  • obstrução da via aérea por corpo estranho ou engasgamento
  • afogamento

O que fazer a uma vítima de paragem cardiorrespiratória?

Perante uma vítima de paragem cardiorrespiratória deve:

  • ligar de imediato 112 para pedir ajuda
  • caso existam dois reanimadores, enquanto um liga 112 e pede ajuda, o outro pode de imediato iniciar as manobras de suporte básico de vida (SBV)
  • não realize ventilações em contexto de pandemia por COVID-19, dado o risco de contágio
  • tape a boca e nariz da vítima com uma máscara cirúrgica ou uma peça de roupa, para reduzir o risco de contágio
  • se tiver acesso a um desfibrilhador automático externo, pode utilizá-lo em segurança

Em tempos de pandemia da COVID-19 é necessário garantir a segurança do reanimador no socorro à vítima de paragem cardiorrespiratória. Sendo que a principal forma de transmissão do vírus é pela via aérea, o reanimador leigo (cidadão comum) deve proteger-se com uma máscara cirúrgica. Logo que possível, deverá lavar as mãos com água e sabão ou desinfetar com gel de base alcoólica.

O que é o enfarte agudo do miocárdio?

O Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM), também conhecido por ataque cardíaco, ocorre devido a uma interrupção da circulação sanguínea numa região do coração.

Quais são os sintomas do enfarte agudo do miocárdio?

Os principais sintomas do enfarte são:

  • dor persistente no peito, com uma sensação de aperto que pode passar para o braço, queixo ou costas
  • mal-estar geral
  • sensação de falta ar
  • náuseas

O que fazer a uma vítima de enfarte agudo do miocárdio?

Se presenciar alguém com estes sintomas, ligue de imediato o 112.

Pode aproximar-se da vítima, e em tempos de pandemia por COVID-19 é recomendada a utilização de máscara cirúrgica.

O que é uma obstrução da via aérea por corpo estranho ou engasgamento?

O engasgamento ou obstrução da via aérea por corpo estranho (OVACE) consiste na existência de objetos ou alimentos na boca/orofaringe que dificulta ou impede a respiração.

Quais são os sintomas de uma vítima com engasgamento?

Esta situação pode ser facilmente identificada quando a vítima põe a mão à volta do pescoço enquanto tenta tossir para tentar expelir o corpo estranho.

Se a obstrução não for resolvida, a vítima pode ficar inconsciente.

O que devo fazer a uma vítima de engasgamento?

O objetivo é que a vítima possa expelir o corpo estranho para resolver a obstrução.
Na vítima consciente:

  • peça ajuda
  • incentive-a verbalmente a tossir e ligue de imediato 112
  • mantenha a vigilância

Durante a pandemia COVID-19 não se recomenda a realização de manobras de desobstrução como pancadas nas costas ou compressões abdominais pelos riscos associados de contaminação, bem como o uso de máscara pela vítima, uma vez que necessita expelir o corpo estranho.

E se a vítima ficar inconsciente?

Se a vítima ficar inconsciente, deve:

  • colocá-la com cuidado no chão
  • ligar de imediato o 112
  • iniciar o suporte básico de vida, colocando máscara cirúrgica ou uma peça de roupa a cobrir a boca e nariz da vítima. Realize apenas compressões torácicas contínuas

Que cuidados devo ter com a vítima após as manobras de desobstrução?

Qualquer vítima que tenha sido sujeita a este tipo de manobras, deve ser encaminhada ao hospital para prevenir algum tipo de lesão associada.

O que é um afogamento?

Quando ocorre entrada de um meio líquido, habitualmente água, para a via aérea que impede a respiração, diz-se que temos um afogamento. Pode ocorrer por submersão (se a pessoa ficar completamente debaixo do líquido) ou por imersão (se apenas parte do corpo, incluindo a via aérea, estiver em contato com o líquido).

O que fazer em caso de afogamento?

Se a vítima estiver perante um episódio de afogamento, deve:

  • se consciente:
    • com a vítima ainda dentro de água:
      • atirar algum objeto flutuante para junto da vítima de modo que possa agarrar-se e ficar à superfície da água
      • ligar o 112 e pedir ajuda
    • com a vítima fora de água:
      • de preferência proteger-se com uma máscara cirúrgica
      • falar com a vítima e procurar lesões
      • ligar o 112
  • se inconsciente
    • com a vítima ainda dentro de água:
      • ligar de imediato o 112
    • com a vítima fora de água:
      • no contexto atual da pandemia COVID-19, a ventilação boca-a-boca ou máscara de reanimação individual não estão recomendadas, pelo alto risco de contágio

Deverá:

  • realizar manobras de suporte básico de vida durante 1 minuto (apenas compressões torácicas 100/min)
  • ligar o 112, ou se houver um segundo reanimador disponível, peça-lhe que ligue para o 112
  • volte para junto da vítima, e dê continuidade às manobras de suporte básico de vida (compressões torácicas)

 

Fonte: Conselho Português de Ressuscitação 

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