COVID-19

( Atualizado a 07/06/2022 )

5 minutos de leitura

O que é a COVID-19?

COVID-19 é o nome, atribuído pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada pelo novo coronavírus SARS-COV-2, que pode causar infeção respiratória grave como a pneumonia. Este vírus foi identificado pela primeira vez em humanos, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, tendo sido confirmados casos em outros países.

O que são os coronavírus?

Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções nas pessoas. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

Porque foi dado o nome de COVID-19?

A Organização Mundial da Saúde atribuiu o nome, COVID-19, é o nome da doença que resulta das palavras “Corona”, “rus” e “Doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).

Qual a diferença entre COVID-19 e SARS-COV-2?

SARS-CoV-2 é o nome do novo coronavírus que foi detetado na China, no final de 2019, e que significa “síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”. A COVID-19 é a doença que é provocada pela infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Como se transmite o vírus SARS-CoV-2?

O vírus que provoca a COVID-19 transmite-se através de:

  • contacto direto:
    • disseminação de gotículas respiratórias produzidas quando por exemplo, uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, e podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas (< 2 metros)
  • contacto indireto:
    • contacto das mãos com uma superfície ou objeto contaminado com o vírus e que, em seguida, contactam com a boca, nariz ou olhos ou através de inalação de aerossóis contendo o vírus

Quais são os sinais e sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais frequentes associados à infeção pela COVID-19 são:

  • febre (temperatura ≥ 38.0ºC) sem outra causa atribuível
  • tosse de novo, ou agravamento do padrão habitual
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dificuldade respiratória/dispneia, sem outra causa atribuível
  • perda total do olfato (anosmia) ou parcial (hiposmia)
  • ausência do paladar (ageusia) ou perturbação do paladar (disgeusia)

Em crianças, sintomas como dor de cabeça (cefaleias), vómitos e diarreia também são considerados para despiste da COVID-19.

Depois dos primeiros sintomas, quanto tempo pode durar a doença?

Pode durar até 5 semanas, mas depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

Qual é o período de incubação da doença?

O período de incubação (tempo decorrido entre a exposição ao vírus e o aparecimento de sintomas) é atualmente considerado de 14 dias.

Qual é o período de infecciosidade?

O período de infecciosidade, para fins de rastreio de contactos, é:

  • para casos sintomáticos:
    • desde 48 horas antes da data de início de sintomas de COVID-19, até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso confirmado
  • para casos assintomáticos (sem sintomas):
    • desde 48 horas antes da data da colheita da amostra biológica para o teste laboratorial até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso confirmado
    • quando for possível estabelecer uma ligação epidemiológica: desde 48h após exposição ao caso confirmado, até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso

É possível uma pessoa não estar infetada e ser transmissora?

Não, a pessoa tem de estar infetada para transmitir a infeção a outros. Estar infetado quer dizer que o vírus se multiplicou no organismo de uma pessoa podendo transmitir a infeção.

Quais são as principais complicações da COVID-19?

Em casos mais graves, a doença da COVID-19 pode provocar outras complicações, nomeadamente:

  • pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda
  • falência renal e de outros órgãos
  • morte

Que grupos podem desenvolver complicações mais graves da doença?

A COVID-19 pode ter repercussões mais graves para pessoas com:

  • idade superior a 70 anos
  • imunodepressão grave
  • doenças crónicas, como:

É possível prevenir a COVID-19?

Sim. Existem gestos simples de adotar que previnem a transmissão do vírus, nomeadamente:

  • higiene das mãos
    • lavagem regular e cuidada das mãos com água e sabão, preferencialmente sem acessórios (anéis, pulseiras, relógios, etc.)
  • etiqueta respiratória
    • tapar a boca com um lenço de papel descartável quando tossir ou espirrar ou com o braço e lavar as mãos e o braço assim que possível
  • vacinação
    • neste momento já existe vacina para a COVID-19 que está a ser administrada, segundo o plano de vacinação aprovado em Portugal

Qual é o tratamento para a COVID-19?

O tratamento da COVID-19 deve ser priorizado para quem mais dele beneficia, tendo em conta a situação epidemiológica e as características individuais dos doentes, nomeadamente a idade, a imunidade e o risco clínico de progressão para doença grave, hospitalização ou morte. Pode incluir diferentes tipos de medicamentos:

  • antivirais
  • anticorpos monoclonais
  • oxigenoterapia

Desde o início da pandemia que têm sido feitos esforços para o desenvolvimento de novos tratamentos para a COVID-19. Os medicamentos entretanto desenvolvidos permitem completar uma estratégia de resposta à COVID-19 assente na prevenção da doença grave, hospitalização e morte.

Os antibióticos são eficazes na prevenção e no tratamento da COVID-19?

Não, os antibióticos não resultam contra os vírus, apenas bactérias. A COVID-19 é uma doença provocada por um vírus (SARS-CoV-2) e, como tal, os antibióticos não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento. Não têm resultados e podem contribuir para o aumento das resistências a antibióticos.

O que devo fazer caso suspeite estar infetado pelo vírus da COVID-19?

Se tem sintomas deve:

  • ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24 e escolher a opção:
    • 1 – se tem febre (temperatura ≥ 38.0ºC), tosse ou perdeu o cheiro, olfato, sabor ou paladar, e seguir as orientações dadas
      2 – se apresentar outros sintomas, e seguir as orientações dadas

Se não tem sintomas deve:

  • ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24 e escolher a opção:
    • 0 – “Se não tem febre, nem tosse, nem qualquer outro sintoma, mas esteve perto de uma pessoa que tem COVID-19 ou que fez recentemente o teste” – e seguir as orientações que lhe são dadas

 

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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