Prevenção

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Como me posso proteger da COVID-19?

Não havendo ainda uma vacina ou tratamento específico para esta doença é crucial ter em conta as 5 medidas de prevenção:

  • distanciamento entre pessoas: manter distância de pelo menos 2 metros
  • utilização de equipamentos de proteção
  • higiene pessoal, nomeadamente a lavagem de mãos e etiqueta respiratória
  • higiene ambiental, como a limpeza e desinfeção
  • manter-se atento aos seus sintomas: caso surjam e sejam sugestivos de COVID-19 (tosse, febre ou dificuldade respiratória) deve optar pelo teletrabalho ou, na sua impossibilidade, abstenção do trabalho

É obrigatório usar máscara?

Sim em alguns locais. O Governo decretou obrigatório o uso de máscaras por todas as pessoas que:

  • permaneçam ou acedam a espaços interiores fechados com várias pessoas:
    • estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços
    • serviços e edifícios de atendimento ao público
    • estabelecimentos de ensino e creches
  • utilizem os transportes públicos
  • circulem ou permaneçam nos espaços e vias públicas e sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde não possa ser garantido. Esta regra aplica-se a pessoas com idade a partir dos 10 anos

É importante relembrar que o uso de máscara é uma medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória. A população geral poderá utilizar as máscaras comunitárias e quem pertence ao grupo de risco deverá usar máscaras cirúrgicas.

Os grupos de risco devem usar máscara?

Sim. Todas as pessoas incluídas nos grupos de risco para a COVID-19, são consideradas mais vulneráveis e devem usar máscara cirúrgica sempre que saiam de casa.

A viseira substitui a máscara?

Não. A máscara é o dispositivo que permite tapar a boca e o nariz (método de barreira) protegendo as gotículas que são expelidas através do espirro, tosse ou fala. A viseira pode ser utilizada, mas sempre como complemento à máscara.

Devo, ou não, usar luvas para me proteger?

O uso de luvas na rua não é eficaz. Se forem usadas de forma errada, as luvas podem transmitir o vírus, em vez de serem um meio de proteção. O mais importante para evitar a transmissão do vírus é lavar as mãos com frequência e sempre que estiverem sujas.

O que devo fazer se tiver tido contacto próximo com uma pessoa infetada?

Se tem sintomas deve:

  • ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24 e escolher a opção:
    • 1 – se tem febre (temperatura ≥ 38.0ºC) ou tosse e seguir as orientações dadas
    • 2 – se apresentar outros sintomas sem ser febre ou tosse e seguir as orientações dadas

Se não tem sintomas deve:

  • ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24 e escolher a opção:
    • 0 – “Se não tem febre, nem tosse, nem qualquer outro sintoma, mas esteve perto de uma pessoa que tem COVID-19 ou que fez recentemente o teste” – e seguir as orientações que lhe são dadas

O que se recomenda a quem tem de andar de metro/autocarro?

Se vai viajar em transportes públicos deve:

  • garantir a distância mínima das outras pessoas
  • posicionar costas com costas em relação a outras pessoas
  • utilizar máscara de proteção
  • evitar levar as mãos à boca, olhos ou nariz
  • virar a cara para o lado, se alguém estiver a tossir à sua frente e peça à pessoa que está a tossir que o faça para um lenço ou para o braço ou paras o cotovelo
  • desinfetar as suas mãos com uma solução à base de álcool ou lave as mãos assim que possível

Quem tem maior risco de ser infetado?

As pessoas consideradas de risco para a COVID-19 são as que têm:

  • mais de 65 anos
  • doenças crónicas (doença cardíaca, pulmonar, diabetes, cancro, hipertensão arterial, entre outras)
  • compromisso do sistema imunitário:
    • a fazer tratamentos de quimioterapia
      tratamentos para doenças autoimunes (artrite reumatóide, lúpus, esclerose múltipla ou algumas doenças inflamatórias do intestino)
    • infeção VIH/sida
    • doentes transplantados

Estou vacinado contra a estirpe H1N1. Estou imune à COVID-19?

Não. Trata-se de vírus distintos e de diferentes famílias. Logo a imunidade que recebeu para o H1N1 não leva à proteção contra o SARS-CoV-2, o agente da COVID-19.

Existe algum alimento que previna a COVID-19?

Não. Atualmente ainda existe pouca evidência científica entre a relação da alimentação e a COVID-19. Contudo, sabemos que um bom estado nutricional e de hidratação contribuem, de um modo geral, para um sistema imunitário melhorado e para uma melhor recuperação dos indivíduos em situação de doença.

As crianças também correm risco de infeção?

O novo coronavírus apresenta-se com padrão de doença relativamente rara e ligeira. No entanto, o coronavírus pode infetar pessoas de qualquer idade, por isso é necessário que todos cumpram as medidas preventivas recomendadas.

E as mulheres grávidas?

Não há evidência científica sobre a gravidade da doença em mulheres grávidas após a infeção pelo novo coronavírus. Contudo, recomenda-se que as mulheres grávidas tenham as mesmas precauções de prevenção face ao novo coronavírus.

As empresas devem ter medidas preventivas para a COVID-19?

Sim. As empresas devem preparar um plano de contingência com as medidas de prevenção da infeção pelo novo coronavírus.
A Direção-Geral da Saúde emitiu uma orientação técnica onde estão descritas as etapas que estão previstas no plano de contingência.

As empresas públicas são obrigadas a ter planos de contingência?

Sim. Segundo o despacho do Governo todas as empresas públicas são obrigadas a ter o seu plano de contingência, alinhado com a orientação técnica da Direção-Geral da Saúde, identificando as alternativas que garantam o normal funcionamento de cada serviço ou estabelecimento.

 

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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