Prevenção dos viajantes

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Posso viajar para um país que tem pessoas infetadas por COVID-19?

Não estão proibidas as viagens, mas são de evitar. Em alguns Estados-Membros existem, atualmente, restrições e controlo nas fronteiras internas, com o objetivo de minimizar o risco de transmissão do vírus.
Contudo, antes de viajar, deverá informar-se sobre a atual situação da COVID-19 no país de destino da viagem. Verifique se se existe algum alerta oficial (por exemplo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros) para o local onde pretende viajar. Se efetuar viagem, siga as recomendações das autoridades de saúde locais.
Adicionalmente, aconselha-se ainda que os viajantes registem as suas viagens na aplicação do Portal das Comunidades Portuguesas, no separador “Registo Viajante”.

Existem recomendações específicas para casos suspeitos num avião?

Sim. A Direção-Geral da Saúde publicou uma orientação técnica onde descreve todos os procedimentos a tomar. São medidas internacionalmente previstas, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional.

Regressei de um país que tinha casos confirmados de COVID-19 e estou com sintomas. O que devo fazer?

Se regressou de um país que tinha pessoas com COVID-19 e apresenta sintomas como febre, tosse ou falta de ar (dificuldade respiratória) deve, em primeiro lugar, ligar para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir aos serviços de saúde e seguir todas as recomendações.

Regressei de um país que tinha casos confirmados de COVID-19 e estou sem sintomas. O que devo fazer?

A Direção-Geral da Saúde recomenda que:

  • vigie o aparecimento de tosse, febre (temperatura ≥ 38.0ºC) ou falta de ar (dificuldade respiratória) durante os 14 dias após o regresso
    • caso tenha algum destes sintomas ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir a um serviço de saúde e siga todas as recomendações
  • evite sair de casa durante os 14 dias após o regresso
  • mantenha o distanciamento social:
    • não permaneça em locais fechados e muito frequentados nos 14 dias após o regresso, sem necessidade absoluta (exceto atividades letivas e profissionais)
    • evite cumprimentos com contacto físico
  • adote medidas de etiqueta respiratória:
    • tape o nariz e boca quando espirrar ou tossir
    • utilize um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos deitar o lenço de papel no lixo
    • lave as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir

O que deve ser feito se validarem um caso suspeito a bordo de um avião?

Se o caso validado for considerado suspeito, são acionados os mecanismos previstos no Regulamento Sanitário Internacional e seguidas as medidas previstas a bordo:

  • manter o doente a bordo da aeronave (com máscara cirúrgica, desde que a sua condição clínica o permita), até à chegada da equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), ativada pela Direção-Geral da Saúde
  • deverá ser indicada a instalação sanitária a usar exclusivamente pelo doente
  • se possível, o doente deve ser separado dos outros passageiros (idealmente 2 metros)
  • deve ser designado um membro da tripulação para prestar assistência ao doente
  • o doente e os seus contactos próximos a bordo deverão ser os últimos a sair da aeronave
  • deve ser recolhida a informação dos contactos próximos do caso suspeito validado, utilizando o Cartão de Localização de Passageiro (CLP)

O que são considerados contactos próximos do doente no avião?

São considerados contactos próximos todos os passageiros nas seguintes condições:

  • 2 lugares à esquerda e à direita do doente
  • 2 lugares nas duas filas seguidas à frente e atrás do doente
  • os companheiros de viagem do doente
  • pessoas que prestaram cuidados diretos ao doente
  • os tripulantes a bordo que serviram o espaço do doente

No caso de o doente apresentar sintomatologia grave ou se ter movimentado dentro da aeronave, devem ser consideras todas as pessoas como contacto próximo.

Corro riscos ao viajar no mesmo avião que um caso suspeito?

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças o risco de ser infetado num avião, onde viaja um caso suspeito, não pode ser excluído, mas é atualmente baixo. Caso se confirme que o doente está infetado com COVID-19, as autoridades de saúde contactam todas as pessoas consideradas próximas.

Existem recomendações específicas para casos suspeitos num navio?

Sim. A Direção-Geral da Saúde publicou uma orientação técnica onde indica os procedimentos com indicação das interações que têm de existir, desde o comandante do navio, passando pelo agente de navegação até as autoridades de saúde.

O que deve ser feito se validarem um caso suspeito a bordo de um navio?

Se o caso suspeito for validado pela linha de apoio ao médico da Direção-Geral da Saúde, devem ser seguidas as indicações para a gestão de doenças transmissíveis a bordo:

  • apenas um membro da tripulação designado deve prestar assistência ao doente
  • manter o doente a bordo isolado (com máscara cirúrgica, desde que a sua condição clínica o permita) até à chegada da equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), ativada pela Direção-Geral da Saúde
  • se o navio estiver atracado, a equipa do INEM poderá entrar no navio e assegurar o desembarque do doente para o transportar desde o porto até ao hospital de referência
  • é proibida a entrada de qualquer pessoa na cabine ou área de isolamento onde se encontra o doente, até aos procedimentos de limpeza e desinfeção estarem concluídos, ou até o resultado laboratorial se revelar negativo. Esta interdição só poderá ser levantada pela autoridade de saúde
  • deve ser recolhida a informação dos contactos próximos do caso suspeito validado, utilizando o Cartão de Localização de Passageiro (CLP)

O que são considerados contactos próximos do doente no navio?

São considerados contactos próximos a bordo as pessoas que:

  • tenham tido contacto direto com o doente (por exemplo: familiares, companheiros de viagem (cabine)
  • prestaram auxílio ao doente

 

 

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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