Vacina COVID-19

( Atualizado a 18/10/2021 )

19 minutos de leitura

Qual o principal objetivo da vacinação COVID-19?

A vacinação contra a COVID-19 surge como uma resposta central e de reforço, a par das respostas já existentes, tendo como objetivo prevenir o surgimento de doença grave e das suas consequências, reduzindo a pressão exercida sobre o sistema de saúde.

Em Portugal existe um plano de vacinação?

Sim. O Plano de Vacinação COVID-19 foi apresentado no dia 3 de dezembro de 2020, estando a execução do mesmo a cargo do Serviço Nacional de Saúde. O plano é atualizado à medida que mais informação fica disponível – a primeira atualização ao plano foi divulgada a 17 de dezembro de 2020.
O Plano de Vacinação contra a COVID-19 assenta em valores de universalidade, gratuitidade, aceitabilidade e exequibilidade, tendo como objetivos de saúde pública:

  • salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos e da redução dos surtos, sobretudo nas populações mais vulneráveis
  • preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado

Neste momento, a estratégia de vacinação, com o objetivo de salvar vidas, é a seguinte:

Na fase 1, está recomendada a vacinação, em paralelo, das seguintes pessoas:

  • profissionais, residentes e utentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), instituições similares e Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)
  • 80 ou mais anos de idade
  • 50 a 79 anos de idade com, pelo menos, uma das patologias:
    • insuficiência cardíaca e doença coronária:
      • insuficiência cardíaca
      • miocardiopatias
      • hipertensão pulmonar
      • doença coronária sintomática
      • enfarte agudo do miocárdio
    • insuficiência renal crónica:
      • insuficiência renal em hemodiálise
      • insuficiência renal estadio III e IV
    • doença pulmonar crónica:
      • doença respiratória crónica sob OLD ou ventiloterapia (excluindo as pessoas com síndrome da apneia/hipopneia do sono)
      • doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)
      • bronquiectasias, fibrose quística, fibrose pulmonar
  • 16 ou mais anos de idade e Trissomia 21

Na fase 2, está recomendada a vacinação, em paralelo, das seguintes pessoas:

  • 12 ou mais anos de idade, com patologias de risco acrescido:
    • as pessoas entre os 12 e os 15 anos devem ser vacinados com a vacina Comirnaty®, de acordo a norma da DGS45
    • a vacinação dos adolescentes com história de Síndrome Inflamatório Multissistémico deve ser avaliada caso-a-caso pelo médico assistente
    • os menores de 16 anos só podem ser vacinados desde que esteja presente o(s) progenito(es) ou o tutor legal do menor. No caso dos adultos com incapacidade para consentir a vacinação, deve obter-se autorização do representante legal.
  • 79 a 16 anos de idade, por faixas etárias decrescentes
  • grávidas com idade ≥ 16 anos devem ser vacinadas contra a COVID-19 com as vacinas recomendadas em Portugal e de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde em vigor, não sendo necessária declaração médica:
    • recomenda-se a vacinação a partir das 21 semanas de gestação, após a realização da ecografia morfológica, no entanto não existe idade gestacional limite para o início da vacinação. Caso seja iniciado o esquema vacinal, sem conhecimento prévio da situação de gravidez, o mesmo deve ser completado no intervalo recomendado
    • intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração de outras vacinas, sem prejuízo da vacina inativada contra a gripe não dever ser adiada
    • amamentação não constitui uma contraindicação
    • administração de imunoglobulina anti-D na grávida não deve ser adiada. Pode ser administrada no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo em relação à vacina contra COVID-19
  • 16 ou mais anos de idade com, pelo menos, uma das patologias:
    • neoplasia maligna ativa:
      • neoplasia maligna ativa a fazer ou a aguardar o início de terapêutica antineoplásica sistémica (citotóxicos, imunomoduladores, antihormonas ou terapêuticas dirigidas a alvos moleculares tumorais) e/ou radioterapia
    • transplantados e candidatos a transplante de progenitores hematopoiéticos (alogénico e autólogo) ou de órgão sólido
    • imunossupressão:
      • asplenia
      • asplenia congénita
      • depranocitose
      • síndromes drepanociticos (Hg S/Hg β; Hg S/Hg C)
      • talassémia major
      • VIH/SIDA
      • imunodeficiências primárias
      • pessoas sob terapêutica crónica com medicamentos biológicos16, ou prednisolona > 20mg/dia, ou equivalente
    • doenças neurológicas:
      • esclerose lateral amiotrófica e outras doenças do neurónio motor
      • paralisia cerebral e outras condições semelhantes
      • doenças neuromusculares (incluindo, atrofias musculares congénitas)
      • epilepsia refratária
    • doenças mentais:
      • esquizofrenia
      • doença bipolar grave e outras perturbações graves do espectro da esquizofrenia (psicoses)
    • doença hepática crónica:
      • cirrose hepática
      • insuficiência hepática crónica
    • diabetes abaixo dos 60 anos de idade
    • obesidade IMC ≥ 35kg/m2 abaixo dos 60 anos de idade
    • doença cardiovascular:
      • insuficiência cardíaca
      • miocardiopatias (incluindo cardiopatias congénitas)
      • hipertensão pulmonar e Cor pulmonale crónico
      • doença coronária / enfarte agudo do miocárdio
      • síndrome de Brugada e outras arritmias congénitas
    • insuficiência renal crónica:
      • insuficiência renal em diálise
      • insuficiência renal estadio III, IV e V
    • doença pulmonar crónica:
      • doença respiratória crónica sob OLD ou ventiloterapia
      • doença pulmonar obstrutiva crónica
      • asma grave sob terapêutica com corticoides sistémicos
      • bronquiectasias
      • fibrose quística
      • deficiência de alfa-1-antitripsina
      • fibrose pulmonar (incluindo doenças do interstício pulmonar e pneumoconioses)
    • outras doenças lisossomais
  • pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2, diagnosticada há, pelo menos, 3 meses, por faixas etárias decrescentes:
    • a vacinação inicia-se após o início da vacinação das pessoas com menos de 60 anos de idade
    • os 3 meses são contados desde o dia da notificação do caso
    • a vacinação é feita com apenas uma dose de vacina contra a COVID-19 após a recuperação da infeção por SARS-CoV-2, independentemente de ser uma vacina com esquema vacinal de uma ou duas doses, exceto em pessoas com imunossupressão
    • ao apresentar condições de imunossupressão são vacinadas com um esquema completo de vacinação de acordo com a vacina utilizada
    • as pessoas que iniciaram a vacinação contra a COVID-19 com uma vacina com um esquema vacinal de duas doses e que desenvolveram COVID-19 após a primeira dose, devem ser vacinadas com a segunda dose, após 3 meses da notificação da infeção por SARS-CoV-2

Na fase 3, está recomendada uma dose de reforço a:

  • residentes e utentes de lares, instituições similares e rede de cuidados continuados
  • pessoas com 80 ou mais anos de idade
  • pessoas com 65 ou mais anos de idade

Em que casos é recomendada uma dose adicional da vacina COVID-19?

Segundo a norma da Direção-Geral da Saúde, as pessoas com imunossupressão, que tenham 16 ou mais anos e, pelo menos, uma das seguintes condições, devem ser vacinadas com uma dose adicional de vacina contra a COVID-19:

  • transplante alogénico de órgãos sólidos
  • esquema vacinal inicial contra a COVID-19 realizado durante um período ou contexto clínico de imunossupressão grave: Depleção linfocitária (nomeadamente, esplenectomia ou terapêutica com alemtuzumab, leflunomida, rituximab e ocrelizumab), cladribina, ciclosporina, anti-metabolitos (nomeadamente, terapêutica com ciclofosfamida, azatioprina, micofenolato de mofetilo, metotrexato), quimioterapia para doença oncológica37 ou dose elevada de corticosteroides (prednisolona dose cumulativa >10mg/dia durante, pelo menos, três meses ou prednisolona >20mg/dia durante, pelo menos, duas semanas ou equivalente); Infeção por vírus da imunodeficiência humana (VIH) com contagem de linfócitos T-CD4+ <200/µL
    Nestes casos deve ser administrada uma dose de vacina de mRNA, com um intervalo mínimo de 3 meses (mínimo de 28 dias) após a última dose do esquema vacinal anteriormente realizado.

Se o esquema vacinal tiver sido realizado com vacina de mRNA, deverá ser administrada uma dose adicional com uma vacina da mesma marca.

A vacinação de pessoas com imunossupressão deve ser efetuada sob orientação e prescrição do médico assistente.

Quem é elegível para a dose de reforço?

A vacinação das pessoas elegíveis para uma dose de reforço são:

  • residentes e utentes de lares, instituições similares e rede de cuidados continuados
  • pessoas com 80 ou mais anos de idade
  • pessoas com 65 ou mais anos de idade

A vacinação deve ser realizada com uma vacina de mRNA (Comirnaty®), com um intervalo de, pelo menos, 6 meses após a conclusão do esquema vacinal primário, independentemente da vacina utilizada no esquema vacinal primário.

Atualmente, esta recomendação não é aplicável às pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2.

Estou a fazer tratamentos oncológico. Devo adiar ou interromper para tomar a vacina COVID-19?

Nenhum tratamento oncológico, se imprescindível, deve:

  • ser adiado até à vacinação contra a COVID-19, sem prejuízo da vacinação dever ser realizada, preferencialmente, antes do início do tratamento oncológico
  • ser interrompido para a vacinação contra a COVID-19, sem prejuízo das precauções e circunstâncias especiais definidas nas normas da Direção-Geral da Saúde para as vacinas contra a COVID-19

A vacinação é obrigatória?

Não. A vacina contra a COVID-19 é voluntária, ou seja, apenas toma a vacina quem o desejar. Contudo, as autoridades de saúde recomendam fortemente a vacinação contra a COVID-19 como meio para controlar a pandemia.

Como é feita a convocatória para a vacinação?

As Administrações Regionais de Saúde (ARS) fazem o mapeamento das pessoas elegíveis em cada região, de acordo com os critérios do plano, e fazem o agendamento e convocatória através de um dos seguintes métodos:

  • envio de SMS automático, através do SClinico, pelas unidades de saúde
  • envio de SMS automático de forma centralizada
  • telefonema ou carta, a realizar pelas unidades de saúde

Posso ser eu a fazer o agendamento para a vacinação?

Sim. Pode fazer o pedido de agendamento através deste site, indicando o local e a data para vacinação mais conveniente para si. Posteriormente, será contacto por SMS pelo número 2424 com mais indicações.

Em que consiste a modalidade de vacinação “casa aberta”?

A modalidade “casa aberta” encontra-se disponível para a vacinação de primeiras doses de utentes elegíveis que:

  • não tenham vacinação agendada
  • tenham idade igual ou superior a 12 anos
  • não tenham sido infetados com COVID-19 nos últimos 6 meses

Para usufruir desta modalidade é necessário que utilize o sistema de senha digital que permite tirar uma senha no dia em que pretende ser vacinado, em qualquer centro de vacinação do país.

Pode pedir a sua senha digital no portal COVID-19, preenchendo o formulário indicado. Logo de seguira, irá receber a sua senha digital com o respetivo número e hora prevista.

Aquando da toma da primeira dose, poderá também, se pretender, escolher um ponto de vacinação distinto para a segunda dose da vacina.

Não sou seguido no Serviço Nacional de Saúde, como sou notificado?

Relativamente às pessoas que não sejam seguidas no Serviço Nacional de Saúde, e ainda para as pessoas com determinadas doenças, os médicos assistentes devem emitir uma declaração médica, da sua inclusão nas fases 1 ou 2, para permitir o agendamento automático num ponto de vacinação, nos seguintes termos:

  • a declaração médica é emitida eletronicamente através da plataforma de Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM), de acordo com formulário disponibilizado
  • esta declaração sobrepõe-se a qualquer informação que exista nos sistemas de informação do SNS

Se for vacinado, não preciso de cumprir as restrições?

Mesmo após ser vacinado, deve continuar a cumprir todas as medidas para a prevenção e controlo da transmissão do vírus, incluindo o uso de máscara.

Uma pessoa vacinada só se deve considerar protegida de doença cerca de uma a duas semanas após a vacinação completa com duas doses. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas protegem contra a doença, mas não necessariamente contra ser “portador” e transmitir o vírus, sem apresentar sintomas. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos “portadores” do vírus sem o saber.

Lembre-se: a COVID-19 transmite-se através de gotículas expiradas pelo nariz ou boca, particularmente ao falar ou tossir. Também pode ser transmitida tocando nos olhos, nariz e boca, após contacto com objetos ou superfícies contaminadas.

Quanto tempo depois da vacinação estou protegido para a COVID-19?

Um vacinado só se deve considerar protegido da doença cerca de uma a duas semanas após a vacinação completa. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Após a vacinação posso ter infeção assintomática?

Desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas não protegem necessariamente outras pessoas caso sejamos “portadores” e transmissor do vírus, sem exibir sintomas. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos “portadores” do vírus sem saber.

Tenho familiares num lar com um surto de COVID-19. A vacinação pode decorrer de forma normal?

Não. A vacinação dos profissionais, residentes e utentes de lares, instituições similares, e unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados nas quais existam surtos de COVID-19 ativos deve ser adiada. As pessoas que não foram infetadas neste surto, devem ser vacinadas, logo que possível, após 14 dias desde o último caso identificado de COVID-19.

As pessoas acamadas e as sem-abrigo também são vacinadas?

Sim. As Administrações Regionais de Saúde, os Agrupamentos dos Centros de Saúde e as Unidades Locais de Saúde devem implementar todas as estratégias locais possíveis para a vacinação com equidade de:

  • pessoas acamadas que integrem os grupos prioritários para a vacinação contra a COVID-19
  • pessoas em situação de sem-abrigo, independentemente da idade, nos locais e/ou instituições onde estas pessoas se concentram, e privilegiando, sempre que possível, a vacinação com vacinas contra a COVID-19 com um esquema vacinal de uma dose

É possível acompanhar em tempo real a execução da campanha de vacinação?

O estado de execução da campanha, em termos do número total de doses administradas, incluindo primeiras e segundas doses, é atualizado diariamente no site do Serviço Nacional de Saúde.

Semanalmente, a Direção-Geral da Saúde publica o relatório que dá conta da cobertura vacinal nacional e por região geográfica e por idade, em Portugal Continental.

Como se processa o registo no boletim de vacinas?

O registo da inoculação será efetuado diretamente no sistema Vacinas, que permitirá que a vacina passe a constar automaticamente:

As vacinas são seguras?

Sim. No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, estão a ser garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos.

Nos ensaios clínicos realizados, dezenas de milhares de voluntários foram vacinados e comparados com um número idêntico de voluntários não vacinados. Os indivíduos vacinados foram acompanhados em termos de segurança das vacinas, ao longo de mais de seis semanas. Este é o período em que habitualmente surgem efeitos adversos comuns após a toma de vacinas, não se tendo observado uma frequência ou gravidade destes efeitos que coloque em causa a segurança das vacinas.

As vacinas contra a COVID-19 têm efeitos indesejáveis?

À semelhança de qualquer medicamento, também as vacinas contra a COVID-19 poderão desencadear efeitos indesejáveis. Os efeitos mais frequentes são ligeiros, estão descritos no folheto informativo de cada vacina e incluem:

  • reação no local da injeção
  • dor de cabeça
  • dores musculares ou das articulações
  • febre
  • sensação de cansaço
  • enjoos
  • mal-estar geral

Normalmente estes efeitos resolvem-se espontaneamente no prazo de três dias.

No entanto, se sentir alguns sintomas mais graves e persistentes deve consultar o seu médico de imediato, nomeadamente se sentir falta de ar, dor no tórax, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, dores de cabeça intensas e persistentes (mais de três dias), alterações da visão, pontos vermelhos ou manchas na pele em local distinto do local da injeção.

Quais as vacinas que estão a ser administradas em Portugal?

Nesta altura estão a ser administradas em Portugal as seguintes vacinas:

  • Comirnaty®
  • Spikevax® (anteriormente designada de COVID-19 Vaccine Moderna®)
  • VAXZEVRIA® (anteriormente designada de COVID-19 Vaccine AstraZeneca)
  • COVID-19 Vaccine Janssen®

Como são administradas as vacinas?

  • Comirnaty: administrada com duas doses com intervalo mínimo de 19 dias, intervalo recomendado de 21 a 28 dias, no músculo do braço
    • se foi administrada a 1ª dose a uma pessoa que tenha estado infetada por SARS-CoV2, não deve ser administrada a 2ª dose, exceto nas pessoas com imunossupressão
    • se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou, por qualquer intercorrência, não puder ser administrada a 2ª dose, a mesma será administrada logo que possível
  • Spikevax® (anteriormente designada de COVID-19 Vaccine Moderna): administrada com duas doses, intervalo mínimo de 25 dias, intervalo recomendado de 28 dias, no músculo do braço
  • VAXZEVRIA® (anteriormente designada COVID-19 Vaccine AstraZeneca): administrada com duas doses, intervalo mínimo de 21 dias, intervalo recomendado de 8 semanas, no músculo do braço
    • se foi administrada a 1ª dose a uma pessoa que tenha estado infetada por SARS-CoV2, não deve ser administrada a 2ª dose, exceto nas pessoas com imunossupressão
    • se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou, por qualquer intercorrência, não puder ser administrada a 2ª dose, a mesma será administrada logo que possível
  • COVID-19 Vaccine Janssen: administrada com uma dose, no músculo do braço

Posso antecipar a toma da segunda dose da vacina?

O intervalo entre doses, nas vacinas com esquema vacinal de duas doses, pode ser, excecionalmente, antecipado, nas seguintes situações:

  • viagens de comprovada urgência ou inadiáveis, nomeadamente, em caso de necessidade de cuidados de saúde transfronteiriços, representação diplomática ou de estado, missões humanitárias, e obrigações laborais ou académicas devidamente fundamentadas
  • antes do início de terapêuticas imunossupressoras, ou outros atos clínicos devidamente fundamentados

Em que situações é possível alterações ao esquema vacinal recomendado?

Podem ser adaptados os esquemas vacinais recomendados nas seguintes situações:

  • viagens, em que o país de destino exige um esquema vacinal diferente do recomendado em Portugal
  • antes do início de terapêuticas imunossupressoras, ou outros atos clínicos devidamente fundamentados

Quais as alterações que são possíveis?

São possíveis as seguintes alterações ao esquema vacinal recomendado:

  • antecipação do início da vacinação
  • redução do intervalo entre doses
  • ser administrada a 2ª dose nas vacinas com esquema vacinal de duas doses, em pessoas que recuperaram de COVID-19, caso o país de destino não aceite o esquema vacinal recomendado em Portugal

Posso escolher qual a vacina que quero tomar?

Todas as vacinas aprovadas para utilização na União Europeia foram submetidas a uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos, tendo sido garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade.

As vacinas contra a COVID-19 aprovadas para utilização na União Europeia são equivalentes. Prevê-se que a vacinação possa decorrer de acordo com as prioridades definidas, de modo a proporcionar acesso à vacina a todas as pessoas que mais dela necessitam, de forma eficiente e de acordo com os dados conhecidos à data

Devo ter alguma precaução antes de ser vacinado?

Sim. Se estiver com febre, tosse, dificuldade respiratória, alterações do paladar ou do olfato não deve ser vacinado e deverá contactar o SNS 24 – 808 24 24 24. Também não deve ser vacinado se estiver em isolamento profilático.

Para além disso informe os profissionais de saúde se:

  • já teve uma reação anafilática a outros medicamentos
  • tem imunodeficiência ou realiza terapêutica imunossupressora (incluindo quimioterapia)
  • tem doenças da coagulação, alteração das plaquetas ou faz terapêutica com anticoagulantes

Em que situações estão as vacinas contraindicadas?

As vacinas estão contraindicadas nos casos de história de hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos seus excipientes, ou reação anafilática a uma dose anterior desta vacina. Nestas situações aconselhe-se com o seu médico.

Quais os cuidados que devo ter após ser vacinado?

Em primeiro lugar, após a vacinação todas as pessoas devem permanecer em vigilância no local da vacinação, durante 30 minutos. Depois disso, e atendendo a que estas vacinas estão a ser administradas pela primeira vez, deverá estar atendo a possíveis efeitos indesejáveis e notificá-los ao INFARMED através do Portal RAM.

Deve ainda continuar a manter as regras de proteção:

  • distanciamento social: manter distância de pelo menos 2 metros
  • etiqueta respiratória:
    • tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir
    • utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos
    • deitar o lenço de papel no lixo
    • lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir
  • reforçar as medidas de higiene:
    • lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica
    • evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias
  • usar máscara

O que devo fazer se surgirem reações adversas?

Geralmente, as reações adversas às vacinas são ligeiras e desaparecem alguns dias após a vacinação. Podem surgir:

  • dor ou inchaço no local da injeção
  • fadiga
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas articulações ou febre

Se tiver febre, pode recorrer à toma de paracetamol.

Se apresentar dor, inchaço ou calor no local da injeção, pode aplicar gelo várias vezes ao dia, por curtos períodos, evitando o contacto direto com a pele.

Todas as reações adversas devem ser notificadas no Portal RAM do INFARMED, para serem monitorizadas. Em alternativa, podem ser utilizados os seguintes contactos:

Em caso de persistência dos sintomas ou se surgir outra reação que o preocupe, contacte o seu médico assistente ou o SNS 24 – 808 24 24 24.

Porque devo vacinar-me para a COVID-19?

Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações.

A vacina vai impedir que tenha COVID-19?

A vacina diminui o risco de contrair COVID-19. Os ensaios clínicos que suportaram a autorização de introdução destas vacinas no mercado envolveram milhares de pessoas e demonstraram que estas vacinas são eficazes na prevenção de COVID-19, bem como em evitar a doença grave e a morte.

Por isso, a vacinação vai desempenhar um papel central na preservação de vidas humanas e no controlo da pandemia.

Posso ser infetado pela vacina?

Não. Não pode ser infetado através da vacina, pois as vacinas não contêm vírus que causam a doença. No entanto, é possível ter contraído COVID-19 nos dias antes ou imediatamente após a vacinação e surgirem os sinais da doença poucos dias depois da vacinação.

As manifestações mais frequentes de COVID-19 são:

  • tosse
  • febre
  • dificuldade respiratória ou falta de ar
  • perda ou alteração do seu paladar/gosto ou olfato/cheiro

Se tiver alguma destas queixas, fique em casa e contacte o SNS 24 – 808 24 24 24.

Já estive infetado. Preciso mesmo de tomar a vacina?

As pessoas que recuperaram da COVID-19 há, pelo menos, 3 meses:

  • são vacinadas com uma dose de vacina contra a COVID-19 após a recuperação da infeção por SARS-CoV-2, independentemente de ser uma vacina com esquema vacinal de uma ou duas doses, exceto em pessoas com imunossupressão
  • em condições de imunossupressão, são vacinadas com um esquema completo de vacinação de acordo com a vacina utilizada
  • que iniciaram a vacinação contra a COVID-19 (incluindo as que apresentem condições de imunossupressão) com uma vacina com um esquema vacinal de duas doses e que desenvolveram COVID-19 após a primeira dose, devem ser vacinadas com a segunda dose, pelo menos, 3 meses após a notificação da infeção por SARSCoV-2

As pessoas recuperadas de uma reinfeção que ainda não tenham sido vacinadas, devem ser vacinadas contra a COVID-19 de acordo com o esquema vacinal referido.

Não sei se já tive COVID-19, posso tomar a vacina?

Não existe evidência que justifique qualquer preocupação de segurança ao vacinar pessoas com história anterior de infeção por SARS-CoV-2 ou com anticorpos contra a COVID-19 detetáveis.

Estou com sintomas sugestivos de COVID-19, posso tomar a vacina?

Não. Para evitar a transmissão do vírus, as pessoas com sintomas sugestivos de COVID-19 ou com infeção por SARS-CoV-2, ou em isolamento profilático, não devem ser vacinadas nem se dirigir aos pontos de vacinação, enquanto estiverem a cumprir o período de isolamento.

O benefício da vacinação de pessoas que apresentem sintomas persistentes após a infeção por SARS-CoV-2 deve ser avaliada caso-a-caso pelo médico assistente.

Tinha a vacinação agendada, mas fiquei em isolamento profilático. Quando posso ser vacinado?

As pessoas em isolamento profilático, em que não seja, entretanto, confirmada infeção por SARS-CoV-2, devem ser vacinadas após o período de isolamento profilático, caso sejam elegíveis para a vacinação.

Tomei a primeira dose da vacina e, entretanto, fui diagnosticado com COVID-19. Devo tomar a segunda dose?

As pessoas que iniciaram a vacinação contra a COVID-19 com uma vacina com esquema de duas doses e que são diagnosticadas com infeção por SARS-CoV-2 após a primeira dose, devem ser vacinadas com uma dose da mesma vacina, após 3 meses da notificação da infeção, conforme norma da Direção-Geral da Saúde.

Depois de tomar a vacina, por quanto tempo vou ficar imune?

Neste momento, não é possível avaliar por quanto tempo essa proteção se irá manter, nem se haverá necessidade de administrar uma dose de reforço e qual a sua periodicidade. Esta informação será atualizada assim que mais dados forem ficando disponíveis.

Posso tomar a vacina contra a COVID-19 ao mesmo tempo da vacina contra a gripe?

Sim. A vacina contra a COVID-19 pode ser juntamente com a vacina inativada contra a gripe. As vacinas devem ser administradas em locais anatómicos diferentes:

  • braço esquerdo: vacina contra a COVID-19
  • braço direito: vacina contra a gripe

Pode também optar por uma administração em dias diferentes e nesse caso, deve ser respeitado o intervalo de 14 dias entre administrações.

Vou tomar a vacina. A falta ao trabalho é justificada?

Sim. A falta ao trabalho para receber a vacina contra a COVID-19 é justificada e não há lugar a perda de retribuição.

As mulheres grávidas e as mulheres a amamentar devem ser vacinadas?

Segundo a norma da Direção-Geral da Saúde, as grávidas com 16 ou mais anos de idade devem ser vacinadas contra a COVID19, com as vacinas recomendadas em Portugal, não sendo necessária declaração médica:

  • a partir das 21 semanas de gestação, após a realização da ecografia morfológica, não existindo idade gestacional limite para o início da vacinação

A vacinação contra a COVID-19 na grávida deve respeitar um intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração de outras vacinas, tais como a vacina contra a tosse convulsa (Tdpa) e a vacina contra a gripe.

A vacinação contra a COVID-19 da grávida ocorre, preferencialmente, nos ACES / ULS.

A amamentação não constitui uma contraindicação para a vacinação contra a COVID-19.

 

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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