Transmissão

( Atualizado a 04/10/2021 )

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Como se transmite?

Com base na evidência científica atual, o vírus que provoca a COVID-19 transmite-se principalmente através de:

  • contacto direto:
    • disseminação de gotículas respiratórias produzidas quando por exemplo, uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, e podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas (< 2 metros)
  • contacto indireto:
    • através do contacto das mãos com uma superfície ou objeto contaminado com o vírus e que, em seguida, contactam com a boca, nariz ou olhos

Em que fase do surto está Portugal?

Portugal está na fase de mitigação – recuperação. Abaixo encontram-se as fases que existem durante um surto/epidemia/pandemia:

Fase de preparação Não existe epidemia ou epidemia concentrada fora de Portugal
 

 Fase de resposta

   1. Contenção 1.1 Epicentro identificado fora de Portugal, com transmissão internacional
1.2 Casos importados na Europa
   2. Contenção alargada 2.1 Cadeias secundárias de transmissão na Europa
2.2 Casos importados em Portugal, sem cadeias secundárias
   3. Mitigação 3.1 Transmissão local em ambiente fechado
3.2 Transmissão comunitária
Fase de recuperação Atividade da doença decresce em Portugal e no Mundo

 

É importante existir o rastreio de contactos?

Sim. O rastreio de contactos é uma medida de saúde pública fundamental para identificar, rapidamente, potenciais casos secundários, a fim de poder intervir e interromper a cadeia de transmissão da infeção.

Em que consiste o rastreio de contactos?

O rastreio de contactos consiste em:

  • identificação imediata de todos os contactos de um caso confirmado com COVID-19, tendo em conta o período de infecciosidade
  • avaliação e estratificação de risco dos contactos identificados, incluindo a avaliação dos sintomas sugestivos de COVID-19 nos contactos

Como se define um contacto?

Um contacto é uma pessoa que esteve exposta a um caso de COVID-19 dentro do período de infecciosidade, ou a material biológico infetado com o vírus. O risco de contrair a infeção depende do nível de exposição, ou seja, os contactos com um caso de COVID-19 são classificados de acordo com o seu nível de exposição: de alto risco ou de baixo risco.

Qual é o período de infecciosidade?

O período de infecciosidade, para fins de rastreio de contactos, é:

  • para casos sintomáticos:
    • desde 48 horas antes da data de início de sintomas de COVID-19, até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso confirmado
  • para casos assintomáticos (sem sintomas):
    • desde 48 horas antes da data da colheita da amostra biológica para o teste laboratorial até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso confirmado
    • quando for possível estabelecer uma ligação epidemiológica: desde 48h após exposição ao caso confirmado, até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso

Quais são os procedimentos perante um caso suspeito?

Durante o período de identificação ou de vigilância de contactos a autoridade de saúde que deteta o aparecimento de sintomas compatível com a COVID-19 deve:

  • avaliar, por via telefónica, o caso suspeito e encaminhá-lo de acordo com a gravidade clínica

O caso suspeito deve:

  • realizar teste laboratorial, prescrito pela autoridade de saúde
  • ser vigiado pelas equipas do centro de saúde, se tiver sido encaminhado para autocuidados em isolamento no domicílio:
    • se o resultado do teste for positivo:
      • o seguimento clínico deve ser feito pelas equipas do centro de saúde, incluindo a investigação epidemiológica e o rastreio de contactos
    • se o resultado do teste for negativo:
      • mantém a vigilância e as medidas transmitidas pela autoridade de saúde. A sua situação clínica também pode ser avaliada e seguida pelo médico assistente

O que é um contacto próximo?

Um contacto próximo pode ser considerado nas seguintes situações:

  • pessoa que presta cuidados diretos a doentes com COVID-19 ou que têm contacto com um ambiente laboratorial com amostras de COVID-19
  • contacto próximo ou permanência em ambiente fechado com doente com COVID-19
  • pessoas que viajam com doente com COVID-19:
    • companheiros de viagem
    • num avião: as pessoas que estão dois lugares à esquerda ou à direita do doente, dois lugares nas duas filas consecutivas à frente do doente e dois lugares nas duas filas consecutivas atrás do doente e tripulantes de bordo que serviram a secção do doente
    • num navio: pessoas que partilharam a mesma cabine e tripulantes de bordo que serviram a cabine do doente

Existe mais do que um tipo de contacto próximo?

Sim. Os contactos próximos podem ser de dois tipos:

  • alto risco de exposição – as pessoas com um nível de exposição elevado ao caso confirmado que:
    • não apresentem esquema vacinal completo OU
    • apresentem vacinal completo, mas:
      • coabitem com o caso confirmado em contexto de elevada proximidade OU
      • sejam contacto de caso confirmado no contexto de um surto em lares, estabelecimentos de acolhimento ou estabelecimentos prisionais OU
      • residam ou trabalhem em lares e outras respostas similares dedicadas a pessoas idosas
  • baixo de rico de exposição – as pessoas que:
    • apresentem um nível de exposição de baixo risco
    • apresentem um nível de exposição de alto risco e não cumpram nenhum dos critérios dos contactos de alto risco

Como deve ser feita a vigilância destes contactos?

Todos os contactos devem adotar as seguintes medidas durante 10-14 dias desde a data da última exposição:

  • utilizar máscara cirúrgica, em qualquer circunstância
  • manter-se contactável
  • automonitorizar e registar diariamente os sintomas compatíveis com a COVID-19 e medir e registar a temperatura corporal, pelo menos uma vez por dia
  • contactar o SNS 24808 24 24 24se surgirem sinais e/ou sintomas compatíveis com a COVID-19

Todos os contactos de alto risco estão sujeitos:

  • isolamento profilático, no domicílio ou noutro local definido a nível local, pela autoridade de saúde, sendo emitida uma Declaração de Isolamento Profilático (DIP). O fim do isolamento profilático é estabelecido após resultado negativo, realizado ao 10º dia após a data da última exposição ao caso confirmado

Em situações em que o risco de geração de cadeias de transmissão é alto, a autoridade de saúde pode determinar o isolamento profilático até ao 14.º dia após a exposição ao caso confirmado. Pode ainda em situações excecionais, fundamentada numa avaliação de risco caso-a-caso, determinar o isolamento noutras circunstâncias que não prevista na norma da Direção-Geral da Saúde.

É possível uma pessoa não estar infetada e ser transmissora?

Não, a pessoa tem de estar infetada para transmitir a infeção a outros. Estar infetado quer dizer que o vírus se multiplicou no organismo de uma pessoa podendo transmitir a infeção.

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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