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Doenças infecciosas

Tuberculose

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( Atualizado a 30/11/2022 )
5 minutos de leitura

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa, que se transmite, entre pessoas, maioritariamente por via inalatória, ou seja, pela inalação de gotículas expelidas pela pessoa doente quando tosse, fala ou espirra. Ao inalar o ar com bacilos, estes vão depositar-se nos pulmões. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. É uma doença grave, mas potencialmente curável.

Que formas de tuberculose existem?

Existem três formas de tuberculose:

  • tuberculose pulmonar: o pulmão é o principal órgão atingido pela doença, uma vez que o contacto do bacilo (pertencente à família das micobactérias) com o organismo é feito por via inalatória
  • tuberculose extrapulmonar: podem ser atingidos os seguintes órgãos: gânglios linfáticos, pleura, meninges, pericárdio, ossos, rins, fígado, intestinos, pele, entre outros
  • tuberculose disseminada: quando o bacilo atinge a circulação sanguínea, todo o organismo pode ser atingido

Quais são os sintomas?

Os sintomas da doença são:

  • tosse persistente há mais de 2 a 3 semanas
  • cansaço
  • emagrecimento
  • suores noturnos
  • aumento da temperatura corporal ao final do dia (febrícula vespertina)

Na tuberculose pulmonar, os principais sintomas são:

  • cansaço fácil
  • perda de apetite
  • fraqueza
  • emagrecimento
  • suores noturnos
  • febre habitualmente baixa de predomínio ao final do dia e noite
  • tosse persistente, frequentemente com expetoração amarelada ou esverdeada e que pode conter sangue

Na tuberculose extrapulmonar, existem queixas muito variadas, dependentes do órgão atingido.

Todos os infetados têm sintomas?

Não. Quando os bacilos inalados durante a inspiração alcançam e se depositam nos pulmões, pode ocorrer uma das seguintes situações:

  • através das suas defesas naturais, o indivíduo consegue eliminar os bacilos dos pulmões
  • surgimento de sintomas quando o bacilo ultrapassa e vence as defesas naturais – tuberculose doença
  • não surgem sintomas, mas os bacilos podem permanecer no interior do organismo, por longos períodos de tempo – tuberculose latente

Como se transmite?

A tuberculose transmite-se principalmente por via aérea através da inalação de gotículas, expelidas pela pessoa doente quando respira, tosse, fala ou espirra. Ao inalar o ar com bacilos, estes vão depositar-se nos pulmões.

Todas as formas de tuberculose são contagiosas?

Não. Os doentes com tuberculose pulmonar que libertem o bacilo para o ar durante a respiração, fala, tosse ou espirro podem contagiar. As formas de tuberculose extrapulmonar não são contagiosas.

Como me posso prevenir?

A tuberculose pode ser parcialmente prevenida e evitada. Se teve contacto com um doente com tuberculose deve fazer o rastreio. Dirija-se ao seu centro de saúde e fale com um profissional. Poderá ter ainda indicação para tratamento preventivo.

O doente e os que o rodeiam podem agir de forma a prevenir o contágio, nomeadamente, através do:

  • uso de máscara
  • assegurar condições de distanciamento físico em espaço arejado e exposto à luz solar
    • o bacilo da tuberculose é muito sensível à ação dos raios ultravioleta
  • assegurar boas condições de higiene, habitação e nutrição

As pessoas em risco, nomeadamente os contactos próximos de doentes com tuberculose respiratória, devem fazer o rastreio de tuberculose, que consiste numa avaliação clínica, radiografia pulmonar, teste tuberculínico e/ou teste IGRA. O tratamento preventivo consiste em esquemas de um ou dois antibióticos em períodos entre 3 e 9 meses.

Quem tem maior risco de ter tuberculose?

Geralmente apenas 10% das pessoas infetadas desenvolvem a doença, sendo este risco superior nas populações imunocomprometidas, nomeadamente crianças pequenas, pessoas infetadas com o vírus de imunodeficiência humana (VIH) ou a fazer medicação imunossupressora.

Os grupos de risco são pessoas:

  • dos extremos etários (crianças e idosos)
  • com desnutrição
  • com infeção pelo vírus da SIDA
  • com diabetes
  • com cancro
  • cuja medicação comprometa as defesas naturais, como quimioterapia ou o uso prolongado de corticoides
  • com doenças pulmonares crónicas
  • doentes a fazer tratamentos biológicos ou imunossupressores

As crianças com menos de 6 anos expostas a tuberculose têm um risco elevado de desenvolver a doença.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da tuberculose assenta na identificação laboratorial de Mycobacterium tuberculosis em produtos orgânicos (expetoração, na maioria das vezes). A confirmação da doença e do perfil de suscetibilidade aos antibacilares permite a correta escolha terapêutica. Hoje em dia são utilizados testes microbiológicos e de biologia molecular, sendo possível um diagnóstico da doença e das mutações que conferem resistência aos antibacilares de primeira linha.

Qual é o período de incubação?

Após a infeção pelo Mycobacterium tuberculosis, decorrem em média 4 a 12 semanas para a deteção das lesões primárias.

Qual é o tratamento da tuberculose?

Habitualmente o tratamento da tuberculose é feito através da administração, por via oral, de medicamentos (antibacilares de primeira linha), fornecidos gratuitamente nos Centros de Diagnóstico Pneumológico, unidades de saúde diferenciadas na área da tuberculose.

A duração mínima do tratamento são 6 meses e a máxima pode atingir os 24 meses. Ainda assim, a duração fica à responsabilidade do médico, que avalia caso a caso em função da gravidade e evolução clínica da doença.

Onde é feito o tratamento da tuberculose?

O seguimento dos doentes, o rastreio de conviventes e o tratamento da doença é feito, preferencialmente, nos Centro de Diagnóstico Pneumológico, espalhados pelo país. O internamento só é proposto quando as condições clínicas assim o exigem.

O tratamento tem efeitos secundários?

Na maioria dos casos, os fármacos utilizados no tratamento da tuberculose são bem tolerados. O efeito secundário mais comum é a intolerância gastrointestinal.

Os efeitos secundários raros são: reações alérgicas cutâneas, efeitos tóxicos sobre o fígado, aumento do ácido úrico, alterações sanguíneas, como anemia ou redução do número de plaquetas e dores articulares.

Em caso de suspeita de algum efeito secundário, o doente deve procurar o seu médico, que decidirá possíveis alterações ou suspensões terapêuticas.

Existe vacinação?

Em junho de 2016, dada a evolução epidemiológica da tuberculose em Portugal, foi decidido alterar a estratégia de vacinação com BCG em Portugal e passaram-se a vacinar apenas as crianças com fatores de risco individuais ou comunitários para a tuberculose.

 

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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