Imunoterapia

2 minutos de leitura

O que é a imunoterapia?

Este é um tipo de tratamento relativamente recente, cujo princípio de ação se baseia no uso do nosso sistema imunitário para combater o tumor. Consiste na utilização de substâncias que estimulam os mecanismos de defesa do próprio organismo (sistema imunitário) a combater o cancro.

Como funciona o tratamento com a imunoterapia?

A imunoterapia “reativa” ou “desbloqueia” o nosso sistema imunitário permitindo que este possa novamente reconhecer as células malignas, eliminando-as.

O nosso sistema imunitário faz isso de forma contínua, uma vez que esta é uma das suas principais funções. No entanto, existem tumores que têm capacidade de se adaptar e de se “esconder” do sistema imunitário, limitando a capacidade de reconhecimento destas células como sendo malignas.

Existem ainda outros mecanismos usados pelos tumores para “fugirem” à eliminação pelo sistema imunitário. Passam pela “desativação” ou “bloqueio” das células que reconhecem as células tumorais, levando a que os tumores cresçam e não sejam identificados e destruídos.

Os resultados com esta terapêutica são imediatos?

Não. O tempo até obtenção de resultados pode ser relativamente longo.

Quais os efeitos secundários da imunoterapia?

Os efeitos secundários da imunoterapia são muito diferentes dos que se conhecem para a quimioterapia e hormonoterapia. Os mais frequentes são:

  • as alterações cutâneas – como a comichão ou erupções cutâneas
  • a inflamação do intestino (colite)
  • a inflamação do pulmão (pneumonite)
  • doenças inflamatórias da hipófise (hipofisite)
  • a inflamação da tiroide (tiroidite)
  • entre outros

Algumas, como a hipofisite e a tiroidite, podem manter-se por um período relativamente prolongado ou serem mesmo irreversíveis (que não se pode reverter).

A terapêutica biológica e a imunoterapia são a mesma coisa?

Sim. A imunoterapia é também conhecida por terapia biológica.

Muitos trabalhos de investigação científica têm vindo a ser realizados nesta área, trazendo grandes esperanças para o futuro da luta contra o cancro, como por exemplo, o desenvolvimento de vacinas e anticorpos monoclonais. Os efeitos secundários geralmente relacionados com estes tratamentos incluem sintomas do tipo gripal (febre, náuseas, constipação, dores musculares, etc.).

 

Fonte: Sociedade Portuguesa de Oncologia

Ver temas relacionados

Feedback Sim

Feedback Não