Varicela

2 minutos de leitura

O que é?

A varicela é uma das doenças transmissíveis mais comuns na infância, sendo bastante contagiosa. É caracterizada por bolhas ou borbulhas que provocam comichão intensa, podendo afetar toda a pele. É uma doença infeciosa causada pelo vírus varicela zoster, do grupo Herpesvirus.

Quais os sintomas?

Pode existir:

  • Febre ligeira (por vezes grave no adulto);
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Erupção da pele.

Surgem pequenas manchas vermelhas (máculas) que evoluem para lesões sólidas da pele em horas, seguindo-se, durante 3-4 dias, a formação de vesículas (pequenas bolhas) que progridem para a formação de crostas. Estas lesões da pele caracterizam-se também pela comichão que causam.

A erupção da pele inicia-se no tronco, passando para extremidades como couro cabeludo, axilas, boca, face, trato respiratório ou para áreas com irritação cutânea, como é o caso de queimaduras solares e dermites por fraldas.

Como se transmite?

A varicela transmite-se de pessoa para pessoa, por contacto direto quando alguém toca nas borbulhas ou em objetos contaminados, mas também por gotículas de saliva existentes no ar da pessoa com varicela, quando espirra, tosse ou fala.

Qual é o período de contágio?

O doente com varicela pode contagiar outros desde 1 a 2 dias antes do aparecimento das vesículas até 6 dias depois do aparecimento das mesmas.

Qual é o período de incubação?

O período de incubação (em que a infeção se desenvolve, mas o doente ainda não tem sintomas) é de 10-21 dias após o contacto com um caso de varicela.

Existe vacinação?

Sim. No entanto, em Portugal a vacina da varicela não está incluída no Programa Nacional de Vacinação, mas está autorizada pelo INFARMED e disponível para prescrição médica. A vacina da varicela é recomendada que seja administrada em adolescentes e adultos suscetíveis. Os grupos de riscos incluem:

  • Mulheres não imunes antes da gravidez;
  • Pais de criança jovem, não imunizados;
  • Adultos ou crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos;
  • Indivíduos não imunes em ocupações de alto risco (trabalhadores de creches e infantários, professores, trabalhadores de saúde).

 

Fonte: DGS (adaptado)

Ver temas relacionados

Feedback Sim

Feedback Não