Demência

( Atualizado a 11/02/2022 )

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O que é a demência?

A síndrome demencial, vulgarmente conhecida por demência é constituída por um conjunto de sintomas que correspondem a um declínio contínuo e geralmente progressivo das funções nervosas superiores, que incluem:

  • perda de memória
  • diminuição da agilidade mental
  • diminuição das funções executivas
  • dificuldades de expressão
  • problemas de compreensão
  • problemas de capacidade de decisão
  • entre outros

Quais as formas de demência mais comuns?

As formas de demência mais comuns são a doença de Alzheimer e as demências de causa vascular.

Quais os principais sintomas da demência?

Existem sintomas comuns associados à demência, nomeadamente:

  • perda de memória
  • dificuldade em fazer novas aprendizagens
  • frequente perda de objetos de valor, como carteiras e chaves ou esquecer-se da comida ao lume

Já nos casos mais graves, as pessoas podem também:

  • esquecer informação já aprendida, como o nome dos seus entes queridos
  • tornar-se apáticas ou desinteressadas pelas suas atividades habituais
  • ter problemas em controlar as suas emoções
  • perder empatia (os sentimentos de compreensão e compaixão)ter alucinações
  • fazer falsas afirmações

Para além disso, uma das características das pessoas com demência é a perda de autonomia, uma vez que têm dificuldade em realizar tarefas simples, como alimentar-se, vestir-se ou cuidar da higiene pessoal.

Qual o tratamento da demência?

O tratamento da demência pode variar de acordo com a sua causa e o estado da doença.

Num estado inicial é benéfico o treino cognitivo e a prática de tarefas destinadas a melhorar o desempenho em aspetos específicos do funcionamento cognitivo. Por exemplo, as pessoas podem ser ensinadas a usar auxiliares de memória, como mnemónicas ou anotações.

Para um estado mais avançado, existem medicamentos para tratar especificamente os sintomas associados à demência de Alzheimer e outras formas de demência progressiva. Apesar da medicação não travar a doença ou reverter o dano cerebral causado, pode melhorar a qualidade de vida e aliviar a carga sobre os seus cuidadores.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM)

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