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Convulsão febril

O que é uma convulsão febril?

Uma convulsão febril é uma crise desencadeada por febre superior a 38ºC e, geralmente, caracterizada pela perda de sentidos, revirar dos olhos, corpo rígido e tremor dos braços e pernas. Durante a crise a vítima pode ficar com os lábios roxos, espumar pela boca ou urinar.

As convulsões febris são frequentes?

Estas crises são mais comuns entre os 6 meses e os 5 anos de idade. Cerca de 2 a 4% das crianças com menos de 5 anos têm convulsões acompanhadas de febre.

Quais são as causas das convulsões febris?

A causa não é totalmente conhecida, mas fatores genéticos têm um papel importante, e se o pai ou a mãe tiveram convulsões febris, durante a sua infância, o risco é superior.

Habitualmente, uma convulsão febril pode ser provocada por um aumento brusco da temperatura do corpo, frequentemente resultado de uma infeção. É importante perceber o que causa a febre, particularmente, se existirem sinais clínicos que possam sugerir infeções do sistema nervoso central, nomeadamente, meningites e/ou encefalites.

Quais são os sintomas da convulsão febril?

Uma convulsão febril pode ser identificada por um ou mais destes sinais e sintomas:

  • pernas e braços a tremer
  • rigidez do corpo
  • olhos revirados (revolução ocular)
  • temperatura corporal elevada
  • desmaio (perda de conhecimento)
  • ausência de resposta aos estímulos externos (vozes e tato)
  • lábios roxos (cianose labial)

O que devo fazer perante uma convulsão febril?

Se assistir a uma convulsão febril deve:

  • procurar manter-se calmo
  • colocar a criança, sobre uma superfície plana (no chão ou na cama)
  • colocar algo mole sob a cabeça da criança (casaco, almofada), para evitar que se magoe
  • prevenir traumatismos, retirando objetos que estejam por perto
  • baixar a temperatura da criança com paracetamol retal ou com água tépida colocados no corpo despido
  • retire-lhe o excesso de roupa e reduza a temperatura ambiente

Se for a primeira convulsão, ligue para o SNS 24 – 808 24 24 24 ou para a linha do INEM – 112, no caso de se tratar de uma emergência.

Quais são os sinais de alarme para recorrer ao hospital?

Na primeira convulsão febril deve sempre procurar ajuda médica para uma avaliação da situação, nomeadamente se a criança:

  • tiver uma convulsão prolongada (mais de 15 minutos)
  • se mover só de um lado, ou se, após a crise, só mexer um lado
  • não acordar completamente 30 minutos após a crise
  • estiver muito prostrada, com gemido ou sonolência
  • não ficar com a febre mais baixa, apesar das medidas tomadas
  • tiver mais que uma crise no mesmo dia

Quais são as complicações das convulsões febris?

As convulsões febris raramente são perigosas ou trazem sequelas. No entanto, é importante clarificar a causa da febre, principalmente se houver algum dos sinais de alarme descritos acima.

Em alguns casos podem existir sinais clínicos que possam sugerir infeções do sistema nervoso central mais graves, como meningite e encefalites.

As convulsões são hereditárias?

Sim. Uma história familiar de convulsões febris aumenta o risco de a criança ter convulsões com febre. Verifique junto dos seus familiares se alguém já teve uma condição semelhante.

É possível prevenir uma convulsão febril?

Não existe uma forma de impedir que alguém tenha uma convulsão, com exceção para os casos recorrentes, que usam medicação anticonvulsivante.

Contudo, é possível atenuar a probabilidade para tal, tendo em conta alguns cuidados diários:

  • dormir as horas preconizadas em cada idade
  • fazer exercício físico
  • ter uma alimentação equilibrada
  • evitar a exposição prolongada a luzes brilhantes e intensas

Após uma convulsão, há risco de voltar a ter outra a seguir?

O risco de ter convulsões consecutivas é mais elevado em:

  • crianças com uma história de convulsões febris em familiares do 1ºgrau
  • crianças que tiveram a primeira convulsão antes dos 12 meses de idade
  • curto espaço de tempo entre o início da febre e a convulsão

Cerca de um terço das crianças voltam a ter uma ou mais crises com febre, mas não é possível prever quando ou em que crianças. No entanto, o risco é maior nos primeiros 6 a 12 meses após a primeira crise, se a convulsão surgiu com febre baixa ou se há história familiar de convulsões ou epilepsia.

As convulsões podem desencadear a epilepsia?

Cerca de 1 a 2% das crianças que começam com convulsões febris podem desenvolver epilepsia, ou seja, terem convulsões sem febre. Nestes casos, não serão convulsões febris, mas sim convulsões decorrentes da doença.

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