Listeriose

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O que é?

A listeriose é uma infeção causada pela bactéria gram-positiva Listeria monocytogenes.

Quais são os sintomas?

A listeriose pode causar:

  • febre
  • calafrios
  • dores musculares
  • enjoo
  • vómitos
  • diarreia

Estes sintomas duram entre 5 a 10 dias.

Como se transmite?

A transmissão da bactéria pode ocorrer nas seguintes situações:

  • contacto com animais (em reservatórios)
  • consumo de alimentos e produtos alimentares contaminados, de origem animal e vegetal, processados ou não
  • de mãe para o feto (transmissão vertical) ou durante a passagem pelo canal de parto

Mais frequentemente a infeção surge devido ao consumo de alimentos e produtos alimentares contaminados. Por exemplo:

  • carne crua de vaca, porco ou aves
  • crustáceos, mariscos ou moluscos
  • leite e derivados não pasteurizados
  • frutas e vegetais crus ou mal lavados

A contaminação pode ainda ocorrer através de alimentos processados, nomeadamente charcutaria e congelados.

Quais as medidas de prevenção?

A listeriose pode ser prevenida através da segurança alimentar, no contexto da indústria agroalimentar e de estabelecimentos de restauração e bebidas. É essencial o cumprimento dos princípios do sistema HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point).

Como posso evitar?

Para evitar a listeriose é importante ter cuidados com a forma como prepara e manuseia os alimentos:

  • cozinhe bem os alimentos
  • evite a ingestão de alimentos crus de origem animal
  • lave bem a fruta e vegetais
  • consuma os alimentos o mais brevemente possível após a sua confeção
  • evite o contacto entre alimentos crus e cozinhados
  • no frigorífico mantenha a temperatura de refrigeração a ≤ 4º C
  • proteja os alimentos do contacto com animais
  • reforce a boa higiene das mãos após a manipulação de alimentos crus
  • limpe bem as superfícies, equipamentos e utensílios que estejam em contacto com os alimentos

Qual é o tratamento?

Normalmente utiliza-se antibioterapia (penicilina ou ampicilina, entre muitas outras opções) e tratamento sintomático de acordo com a apresentação da doença.
Na grávida, o tratamento atempado pode prevenir a infeção no feto ou no recém-nascido.

Fonte: Direção-Geral da Saúde (DGS)

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